O motivo da palavra tendência não fazer parte do meu vocabulário

Cá estou de volta, depois de muito tempo sem o menor índicio de alguma postagem. Perdoem-me se esse blog ficar empoeirado por muito tempo – eu simplesmente estou cheia de coisas a fazer – mas saibam que eu sempre tentarei trazer algum assunto novo e interessante para todos.

Desde que eu era leitora assídua de blogs de beleza, eu nunca concordava com duas coisas que faziam parte do conteúdo desses blogs: o vocabulário irritante com todos aqueles “phynos”, “amyghos” e “rhycos” e uma outra palavrinha que diariamente era frequentadora das postagens. A palavra tendência.

Mesmo lendo alguns blogs de beleza bem exdrúxulos, eu sempre achei que a moda era algo para nós mesmos fazermos, e claro, todas as roupas, sapatos e acessórios que um blog divulgava servia para nos inspirarmos, e não para se fazer uma cópia exata e ter milhares de pessoas andando pelas ruas vestidos do mesmo jeito. Então, desde sempre, eu odiava esse significado que a palavra tendência tinha. Não a tendência normal, aquela que usamos em conversas normais, utilizando junto com outras palavras, mas aquele significado da palavra que dizia que as massas deveriam usar as mesmas coisas. As tendências da moda.

Que fique claro que eu não acho idiota usar alguma coisa que está na tendência, mas que você gostou. Eu, por exemplo, gosto de Headbands, que estavam no ápice há algum tempo. O que eu discordo é você usar algo só porque está na moda, não por que você gostou. É como usar uma Clog, mesmo que você tenha achado horrível e desconfortável. Ou comprar uma Alexa Inspired mesmo que você tenha achado que se parece mais com uma bolsa de carteiro. Tanto faz.

E o pior é que alguns blogs de beleza mais fúteis disseminam isso na maior naturalidade, e claro, as massas de pessoas que os acompanham acabam por achar aquilo certo, lindo e maravilhoso. O resultado disso é gente com bolsa da Chanel, sapato Louboutin, óculos Prada, perfume Dior, saia Gucci e camisa da Dolce & Gabanna mas sem nenhum estilo. É apenas aquela coisa falsa, copiada.

E então você faz Ombrè Highlights no cabelo, compra milhares de wet leggings, bolsas Alexa Inspired e no final, o que você é? Apenas uma pessoa que segue as tendências, só isso. O que é muito diferente de fazer tudo isso por que acha legal.

Então, vamos abrir mão das tais tendências e sermos nós mesmos? Ou melhor, não abrir mão das tendências, mas usar aquilo que você acha bonito e apropriado para você? Vamos? Eu estou dentro.

obs: desculpe-me pela ausência de fotos.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Quando a campanha publicitária não tem escrúpulos

Há muito que a moda deixou de ser um ramo de coelhinhos fofinhos, nuvens de algodão doce e florestas encantadas. Antigamente, o que valia para uma peça ser comprada era o seu preço ou a sua beleza. Hoje, uma das coisas que mais vale para o consumidor é a propaganda de tal produto. E justamente para atrair mais consumidores, algumas empresas estão investindo pesado em propagandas, com o conceito de “Falem mal, mas falem mal dos nossos produtos”.        

Na mente de alguns grandes empreendedores, a propaganda politicamente correta, aquela com coelhinhos fofinhos, nuvens de algodão doce (sem mulheres semi nuas em cima, vide Katy Perry) e florestas encantadas não está com nada. O negócio é chocar. Ah, vamos colocar uma propaganda em circulação, que na foto é uma mulher prestes a ser estuprada! Não, vamos fazer um editorial na Vogue mostrando o desastre ecológico de vazamento de petróleo no mar, colocando as nossas modelos magérrimas e anoréxicas para simular pobres animais mortos se afogando ou morrendo na praia. Ah, que coisa sem graça! vamos lançar uma coleção de maquiagem com uma grife “chiquéeerrima” as custas de uma cidade onde todos os dias mulheres são mortas e estupradas. Que nada, as nossas macmaníacas nos adoram, no dia seguinte estarão usando o blush cor de sangue e o nosso esmalte com o nome da cidade. Imagina, né.

Vamos chocar, vamos fazer eles falarem mal, mas falarem de nós! Afinal, é tão inteligente ganhar dinheiro a custa de mulheres estupradas e desastres ecológicos!

A partir daí, as opiniões de dividem. Há quem diga que esse tipo de campanha publicitária é muito de mal gosto, que é horrível ganhar dinheiro a partir disso e etc. Eu li um depoimento muito interessante sobre a polêmica da Mac + Rodarte, feito por uma usuária do Facebook:

“me pergunto como americanos se sentiriam se a MAC lançasse uma ‘911 Collection’ com nomes como: Torres Gêmeas, Vôo 93, Al-Qaeda, Colisão e se suas cores fossem do cinza escuro ao vermelho sangue. Imaginem o anúncio: uma modelo,a típica loira americana, vestindo roupas de escritório, segurando uma caneca de café com sangue escorrendo pela testa”.

Não faz sentido?

Mas também existe aquele lado que não vê nada demais nisso, e que lamentam por não ter “aquela roupa baphonyka do editorial da Vogue ou o Blush cor de sangue bapho para dar um ar de saúde na bochecha”.

A questão é que as empresas, em sua maioria, não fazem esse tipo de propaganda para simplesmente mostrar a situação,mas sim para ganhos próprios. Ou vocês acham que a verdadeira intenção da Mac + Rodarte não era apenas vender maquiagem? Que a intenção do editorial da Vogue não era vender roupas? Lamento quebrar a redoma de cristal de alguns, mas nenhuma empresa faz campanhas assim apenas pela questão social. Vamos pensar. Para que, em começo de conversa, a Vogue fez o editorial Water and Oil? Para promover as roupas.Se não houvessem roupas, não existiria campanha. Simples. A mesma coisa com a MAC + Rodarte. Se não existisse o propósito de vender maquiagem, não existiria campanha.

As pessoas tem que sair da sua redoma de cristal de enxergar que nesse mundo o sistema que prevalece é o Capitalismo. Infelizmente, as empresas só querem seu lucro próprio. Até na linha Viva Glam existe isso, já que ela é feita para vender os produtos, com a campanha de doação de dinheiro para instituições de AIDS.Nada contra, acredito sim nas boas intenções das pessoas. Mas um dos maiores motivos foi vender o produto, não foi?

Digo as mesmas coisas para a marca de Lingerie Duloren.

Acredito que nada é por acaso, nada é originado no vácuo e acredito que tudo tem uma explicação. Nos resta saber se é boa ou má.

Publicado em Beleza, Hipocrísia | Deixe um comentário

Tirando as sapatilhas cor de rosa do armário

Olá. Meu nome, para vocês, é Aandy82 ou simplesmente Aandy. Eu criei esse blog com o intuito de falar de moda sim, mas não das chamadas tendências. Simplesmente gostaria de falar de moda de todos os gostos, mas também de questões sociais e o que circula nas mentes (tolas ou não) das pessoas.

Se o senhor(a) ou senhorita(o) está cansado (a) de blogs que tratam de mesmo assuntos e da obrigação de comprar MAC, Chanel e Dior para ser feliz, seja bem vindo (a) aqui.

Então vamos tirar os nossos pares de sapatilhas cor de rosa do armário e fazer a festa. Ou não. Por que estamos de sapatilha sim, mas descer do salto, jamais.

Créditos da imagem : http://weheartit.com/entry/5153513

Publicado em Apresentações | 3 Comentários